Secretário foi investigado durante gestão anterior

Investigado no governo de Joaquim Roriz como cabeça de uma quadrilha acusada de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção, o economista e delegado aposentado Durval Barbosa manteve o seu espaço no governo de José Roberto Arruda (DEM). Desmascarado pela operação Megabyte, da Polícia Civil e do Ministério Público do DF, Barbosa ganhou direito a foro especial com o título de secretário de Assuntos Institucionais.

Vannildo Mendes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

A investigação da Megabyte, repassada este ano para a Polícia Federal, revela a existência de um esquema de compras sem licitação superior a R$ 1,2 bilhão, conforme reportagem publicada pelo Estado em junho do ano passado. Segundo a PF, neste caso, o desvio se deu de forma continuada, ao longo de cinco anos, mediante contratos superfaturados e obtidos de forma fraudulenta com empresas fornecedoras de serviços de informática.

Só no último ano da gestão de Roriz (2003-2006), hoje filiado PSC, o governo teria gasto, sem licitação, R$ 450 milhões. Já no primeiro ano de Arruda, teriam sido mandados R$ 97 milhões para as mesmas empresas do esquema, apesar das suspeitas sobre os contratos já de amplo conhecimento. As empresas faziam parte de um cartel montado por Barbosa, quando ele comandou a Codeplan, empresa pública que administrava os gastos do GDF, segundo apurou o Ministério Público. No período investigado pela Megabyte, as suspeitas recaíam sobre 50 contratos, que teriam sido forjados para dar aparência legal às licitação.

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