ED FERREIRA/ESTADÃO
ED FERREIRA/ESTADÃO

Segunda etapa do CsF terá 100 mil bolsas, afirma Dilma

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira, 25 que a segunda etapa do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) deverá conceder 100 mil bolsas para estudantes brasileiros no exterior, compreendendo o período de 2015 a 2018. A primeira fase do Ciência sem Fronteiras deve alcançar a marca de 101 mil bolsas até o final deste ano. "Serão mais 100 mil bolsas na segunda etapa do Ciência sem Fronteiras. É muito importante também a variedade de países, porque para nós interessa alunos estudando na Coreia, Japão, China, porque nesses países também tem escolas de alta qualidade", afirmou Dilma, em solenidade no Palácio do Planalto.

RAFAEL MORAES MOURA, BERNARDO CARAM E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

25 de junho de 2014 | 19h42

O anúncio da segunda etapa do Ciência sem Fronteiras segue um roteiro traçado pela presidente Dilma de consolidar marcas e repaginar suas principais plataformas eleitorais visando à reeleição. Na semana passada, a presidente lançou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego 2.0 (Pronatec). No início do próximo mês, será lançada a terceira fase do Minha Casa Minha Vida, outro programa considerado vitrine da sua administração.

Parcerias.

Ao destacar o papel do Ciência sem Fronteiras na qualificação curricular de estudantes brasileiros, Dilma destacou a importância da parceria entre setor público e privado para garantir a concessão de bolsas. "Levamos dois anos para levar e generalizar o Ciência sem Fronteiras pelo mundo afora, agora aprendemos e vamos acelerar o processo. Quero mais uma vez dizer a importância da participação do setor privado para que a gente possa aumentar o número de matrículas no exterior, número de oportunidades no exterior", disse a presidente.

Dentro do governo, assessores afirmam que a iniciativa privada não está garantindo todas as bolsas que havia se comprometido na primeira fase do programa - 26 mil, do total de 101 mil. Mesmo assim, Dilma já disse que o Palácio do Planalto vai bancar as bolsas que eventualmente não forem concedidas pelo setor privado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.