Segundo a Anac, piloto estava em situação irregular

A Agência Nacional de Aviação (Anac) deverá prestar informações precisas amanhã sobre supostas irregularidades na habilitação do piloto e empresário Marcelo Mattoso de Almeida, 48, que conduzia o helicóptero do tipo Esquilo prefixo PR-OMO, acidentado na noite de sexta-feira, 17, na região de Porto Seguro (BA). Quatro pessoas morreram e três continuam desaparecidas, entre elas o próprio Marcelo.

ELIANA LIMA, Agência Estado

19 Junho 2011 | 19h37

Conforme consta do site da Anac, o piloto tem situação completamente irregular. A licença médica está vencida desde agosto de 2006. Pelas normas da aviação, piloto com mais de 40 anos - Marcelo tem 48 -, deve realizar exames médicos anualmente. Com idade inferior a 40 anos, a cada dois anos. Para pilotar um Esquilo, ele deveria ter habilitação AS 350 ou 355, o que não consta da sua licença.

Marcelo era habilitado para conduzir quatro tipos diferentes de helicópteros, mas todas as licenças estão vencidas há pelo menos cinco anos. Além disso, a habilitação de piloto privado, como a que ele possui, veda a possibilidade de realização de voos comerciais, possibilitando apenas voos particulares. Ele também não dispõe, conforme o site da Anac, de outra habilitação importante, a IFR (rota de voos por instrumento), que permite a realização de voos noturnos. A IFR não é concedida a pilotos com licenças privadas de helicópteros.

No final da tarde de hoje, as buscas foram novamente suspensas, sem sucesso, devendo ser retomadas por volta das 6 horas da manhã de amanhã. No final da manhã foram localizados mais destroços da aeronave e uma bolsa, que provavelmente pertenceria a um dos ocupantes do helicóptero.

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