Segurança da Rio+20 terá 15 mil agentes

Forças Armadas contribuirão com metade desse efetivo, que terá atenção maior na Base Aérea do Galeão, zona sul e Riocentro

MARCELO GOMES / RIO, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2012 | 03h03

Cerca de 5 mil homens estarão envolvidos diariamente no esquema de segurança da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), que será realizada entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro. No total, serão empregados 15 mil agentes, sendo 8 mil das Forças Armadas, e o restante das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar, além de bombeiros e guardas municipais do Rio.

A escolta de autoridades será composta de 52 equipes especializadas, incluindo 416 batedores. A segurança aérea dos comboios será garantida por 29 helicópteros. Três deles possuem câmeras capazes de transmitir as imagens em tempo real para o Centro de Coordenação de Operações de Segurança (CCOpSeg), que já foi montado no Comando Militar do Leste (CML), no centro da cidade.

"A segurança aproximada de autoridades será feita pela Polícia Federal. O policiamento ostensivo nas ruas da cidade contará com tropas das Forças Armadas e da PM. Serão usados blindados do Exército, apenas para servir de abrigo para os militares que estiverem nas ruas. Não é porque achemos necessário para a segurança do evento, porque o Rio hoje é uma cidade mais segura que há 20 anos", disse o general de Exército Adriano Pereira Júnior, comandante do CML.

Ao contrário da Rio-92, desta vez não haverá ocupação de favelas próximas aos locais de evento ou no trajeto de autoridades até o Riocentro. Porém, na área considerada de maior risco, entre a Ilha do Governador, onde fica a Base Aérea do Galeão, na zona norte, e o centro, o policiamento será feito por fuzileiros navais. Já o Exército ficará nas ruas entre o Aeroporto Santos Dumont e Jacarepaguá, na zona oeste, onde fica o Riocentro.

A Operação Rio +20 começará no dia 5 de junho, quando será entregue à ONU o Riocentro, local de reunião dos mais de cem chefes de Estado e Governo que participarão conferência. A operação especial de segurança vai até o dia 29, sete dias após o término da Rio +20. A segurança no interior do Rio Centro ficará à cargo da própria ONU, que contará com reforços de militares da 4.ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse ontem que os aeroportos Internacional Tom Jobim e Santos Dumont não fecharão durante a Rio +20.

"Haverá restrição no espaço aéreo no Riocentro, onde os chefes de Estado e de governo se reunirão. E os aviões transportando essas autoridades terão prioridade sobre os voos comerciais para pousos e decolagens ", afirmou o ministro. O general Adriano Pereira Júnior disse que poderá haver atrasos, cancelamentos e remanejamentos de voos comerciais. Os aviões de autoridades que participarão da Rio+20 utilizarão a Base Aérea do Galeão.

O CML também terá um Centro de Monitoramento Cibernético, já montado no Riocentro, para evitar ataques de hackers a sites e a sistemas de energia elétrica, telefonia e internet. O Riocentro contará com geradores e sistemas auxiliares de fibra ótica que suprirão a demanda de eletricidade e transmissão de dados durante a conferência.

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