Segurança nega ter barrado clientes na porta da Kiss

Dois ex-funcionários da boate Kiss de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, prestaram depoimentos nesta terça-feira, 10, na fase de instrução do processo criminal que apura as responsabilidades pela tragédia que matou 242 pessoas em 27 de janeiro. O casal de seguranças, Rute Brilhante da Cruz e Daniel Alcântara da Cruz, afirmou que não barrou a saída dos clientes no momento do incêndio.

CHICO GUEVARA, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

10 de setembro de 2013 | 20h46

Também prestaram depoimentos ao juiz da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, Ulysses Louzada, outros dois sobreviventes. Brian Zepenfeldi, que ficou 17 dias em coma por causa da intoxicação pela fumaça, afirmou que a saída da boate ficou trancada. "A porta estava fechada e as pessoas batiam para sair", disse Brian.

Gregory Licht dos Santos lembrou que salvou duas meninas que ficaram prensadas nas grades de ferro. "Elas não esboçavam nenhuma reação, só choravam", disse.

Rute e Cruz negam a versão dos rapazes, mas testemunhas contam que os seguranças teriam contido quem tentava deixar o local sem pagar a comanda. "No momento em que a porta foi aberta, o pessoal nem sabia o que estava acontecendo. Aí, (Elissandro Spohr) o Kiko já havia liberado", disse Cruz.

Rute ressaltou que nunca recebeu qualquer tipo de treinamento de combate a fogo e que a Kiss, na noite da tragédia, estava com lotação máxima: "Acredito que havia 700 pessoas".

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