Seguranças armados escoltam carteiros em SP

Carteiros que trabalham na cidade de São Paulo, principalmente os que atuam na periferia, têm de recorrer a escoltas armadas. Em lugar de correspondências, os funcionários dos Correios transportam cada vez mais cheques e objetos de valor vendidos pela internet - como máquinas fotográficas digitais ou i-Pods. Por isso, viraram alvo fácil dos ladrões. ?Há casos de agressões violentas?, diz Elias Cesário Brito Júnior, de 34 anos, diretor do sindicato da categoria em São Paulo. ?Na Estrada do M?Boi Mirim (zona sul) levaram até as roupas de um carteiro. Ele ficou nu, no meio da rua.?Para tentar resolver o problema, os Correios adotaram um pacote de medidas, entre elas colocar viaturas com seguranças armados para acompanhar vans e motoqueiros nas entregas em pontos críticos. Segundo o sindicato, graças a essas medidas os roubos caíram 30%, de 2005 para 2006. Mas dados repassados pelos Correios ao sindicato mostram que a situação continua grave. De março de 2006 a março passado, foram computados 233 assaltos - 25% do total do País - aos 14 mil funcionários da empresa na capital. Só em agosto, foram 66 assaltos.A pior área é a do Centro de Entregas de Encomendas da Vila Guilherme, que atende aos bairros Brasilândia, Jardim Elisa Maria, Perus e Parada de Taipas, periferia da zona norte. De acordo com o sindicato, em agosto foram registrados 34 assaltos na região. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

12 de outubro de 2007 | 09h34

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