Seleção se aproxima da torcida e diminui isolamento

Jogadores da seleção brasileira tiveram contato com a torcida pela primeira vez nesta quinta-feira desde o início da preparação da equipe para a Copa do Mundo na Granja Comary, diminuindo o isolamento da equipe mas sem permitir a exposição exagerada de Weggis, na Suíça, em 2006.

PEDRO FONSECA, Reuters

29 de maio de 2014 | 18h52

Moradores do condomínio residencial vizinho ao centro de treinamento em Teresópolis (RJ) puderam ver bem de perto os treinos da equipe nesta quinta, especialmente a atividade da tarde realizada em uma caixa de areia a poucos metros da cerca que separa o local da rua.

O técnico Luiz Felipe Scolari foi o primeiro a atender os chamados dos fãs e foi até lá para tirar fotos e conceder autógrafos enquanto os atletas treinavam.

Aqueles que esperaram debaixo de chuva até o início da noite foram recompensados também por visitas de Neymar, Daniel Alves, Thiago Silva e David Luiz, entre outros, depois do encerramento da atividade. Mais cedo, após o treino da manhã, o goleiro Julio Cesar até pulou a cerca da Granja para tirar fotos com fãs.

O local, no entanto, é acessível somente aos moradores da condomínio, e o contato entre fãs e jogadores só foi possível graças a um acordo entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os moradores.

Inicialmente, a CBF planejava cercar o local com tapumes para impedir a visibilidade dos campos, mas desistiu depois que os moradores reclamaram e ameaçaram montar palanques para assistir aos treinos.

O público geral, porém, não tem mais como acompanhar os treinos da seleção na Granja Comary como acontecia antes da reforma realizada no local visando a preparação para a Copa do Mundo, que começa em duas semanas. A rua do outro lado do centro de treinamento, onde as pessoas se aglomeravam para ver a seleção, foi fechada.

A comissão técnica está em busca de um equilíbrio no contato da equipe com o público depois dos problemas enfrentados na preparação para os dois últimos Mundiais.

Em 2006, o time então treinado por Carlos Alberto Parreira, atual coordenador técnico, realizou treinos abertos ao público em Weggis, onde houve inclusive invasões de campo. O ambiente aberto demais foi considerado prejudicial aos preparativos do time, que perdeu para a França nas quartas de final do Mundial da Alemanha.

Quatro anos mais tarde, o técnico Dunga optou por fechar o ambiente da seleção tanto para o público como para a mídia. A decisão gerou certa antipatia com o time, que também foi eliminado nas quartas de final, desta vez pela Holanda, na África do Sul.

Tudo o que sabemos sobre:
COPASELECAOTORCIDA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.