Sem chance de recuperação...

Estou indignado e preocupado com o tratamento dispensado pelo Hospital São Paulo à paciente Odila Sardelli de 95 anos, tia de minha mulher. Ela está internada desde o dia 12 de outubro em estado vegetativo, sendo alimentada por sonda, pois sofreu dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC). Não há nenhuma possibilidade de ela voltar à consciência. O hospital nos procurou para solicitar que a levássemos para casa, já que ela não tem chances de recuperação. Perguntamos como trataríamos dela e responderam que seria necessário contratar um profissional. O preço do serviço, contudo, é de R$ 70 por dia, e não temos condições de pagá-lo. Depois nos procuraram para dizer que conseguiram um hospital de retaguarda, denominado por eles como "de segunda linha", em Cotia. Respondemos que não permitiríamos a transferência, porque o quadro dela é grave (teve uma trombose e está com pneumonia) e aquele hospital não tem a mínima infraestrutura para cuidar de casos como o dela. Moramos na zona sul e não temos condições de ir todos os dias a Cotia. A assistente social informou que iria consultar o jurídico para saber qual medida o hospital irá tomar em relação à paciente. O SUS não tem a obrigação de cuidar de pacientes como a sra. Odila? Ele só cuida daqueles que têm condições de recuperação? Teremos de adotar a eutanásia para liberar espaço no hospital?

, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2009 | 00h00

FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS

São Paulo

O Hospital São Paulo não respondeu.

A sra. Ana Cristina, sobrinha da sra. Odila, informou que ela permanece no hospital e continua no mesmo estado.

Confusão do INSS

Em 2000 estava de licença-maternidade e a empresa pagava para o INSS o meu salário, que me repassava o dinheiro. Segundo o órgão, essa medida foi feita para evitar fraudes. Na mesma época, tive um

dissídio salarial e, se estivesse recebendo a licença direto

da empresa em que trabalhava, esse dissídio teria sido repassado para mim. Reuni toda a documentação necessária e fui ao INSS para me informar se eles pagariam a diferença entre o valor depositado e o valor com dissídio. Eles disseram que sim e protocolaram minha solicitação com cópia de todos os documentos.

Nove anos depois, o único contato que obtive do INSS foi para me cobrar uma dívida. Verifiquei que o funcionário que protocolou a solicitação não entendeu o pedido e tive de refazer a solicitação.

CRISTIANE DO CARMO L. COLNAGO

São Paulo

O INSS não respondeu.

Taxas bancárias

Estive na agência Pedroso de Moraes da Caixa Econômica Federal, em 3 de novembro, para sacar meu FGTS. Como o valor era inferior ao mínimo exigido para fazer uma transferência eletrônica disponível (TED), tive de desembolsar R$ 13,50, pois pedi ao funcionário que depositasse o valor em minha conta corrente em outro banco. Achei um absurdo ter de pagar essa tarifa ou ter de sacar o dinheiro - correndo o risco de ser assaltada na porta da agência! Aliás, isso tem ocorrido com diversas pessoas ultimamente. É dessa forma que a Caixa Econômica Federal mostra o quanto se preocupa com seus clientes? Questionado sobre o valor da tarifa, o funcionário não soube responder. A única justificativa foi que ele não poderia deixar de cobrá-la por causa de "normas internas". Gostaria de saber do banco o motivo da cobrança.

BARBARA C. DE MELLO

São Paulo

A Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal informa que os serviços prestados estão sujeitos a cobrança de tarifas.

A Caixa esclarece ainda que, como instituição financeira, cumpre o determinado na Resolução 3.518 do Banco Central, de 6 de dezembro de 2007, inclusive no art. 9.º, parágrafo IV, na divulgação pública de suas tarifas e tabelas de serviços prestados.

Bloqueios no trânsito

Espero que neste ano as autoridades responsáveis pelo trânsito

de São Paulo não cometam a mesma insensatez do ano passado, quando implantaram um "esquema especial de trânsito", com bloqueios em várias avenidas e ruas nos arredores da árvore de Natal montada em frente ao Parque do Ibirapuera. Isso, por si só, causou enormes congestionamentos e problemas de locomoção de toda ordem, contrariamente aos anos anteriores em que os carros e pedestres circularam livremente, com razoável fluidez, sem os chamados "esquemas de trânsito" que nada facilitam, somente complicam. Por favor, não inventem. A população agradece.

ROBERTO BOTKOWSKI

São Paulo

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