Sem chuva, condição é ideal para colheita

Produtores de milho safrinha, morango, café, cana-de-açúcar, tomate e uva aproveitaram tempo seco e firme

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2009 | 03h24

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Depois da chuva bem distribuída e do frio em julho, agosto começou com tempo firme e seco, com temperatura em elevação. No fim de semana, a máxima passou de 30 graus em praticamente todo o Estado, chegando a 33 graus em Barretos, Iguape, Ilha Solteira e Votuporanga. As mínimas oscilaram entre 13 e 18 graus.

A umidade do solo caiu em todo o Estado e, em Ilha Solteira, Jaboticabal e Votuporanga, a reserva hídrica do solo está abaixo de 30% da capacidade máxima de armazenamento. Nas demais localidades o armazenamento de água está em torno de 60%, assegurando suprimento hídrico às pastagens. A perspectiva de seca, porém, começa a mexer com a cotação do boi gordo.

A umidade favorece a reação química do calcário e gesso aplicados para correção do solo. A correção deve ser feita com antecedência e baseada em análise de solo, para a obtenção de boa produtividade na safra de verão, semeada em outubro.

O tempo quente e sem chuva trouxe as condições esperadas para a colheita. Em Piedade e Mogi das Cruzes foi retomado o trabalho de campo. Em anos normais, o inverno é o melhor período para cultivar hortaliças, por causa da temperatura amena e ausência de chuva, mas há dois meses o excesso de umidade tem prejudicado os canteiros e impedido o acesso às áreas.

DOENÇAS

Produtores de tomate de Marília, Sumaré e Mogi-Mirim retomaram os tratamentos fitossanitários para controlar doenças. Mesmo assim, nas áreas com colheita prevista para os próximos dias a qualidade do produto deve ser baixa.

Nos cafezais de Garça e São José do Rio Pardo os produtores aceleraram a colheita, aproveitando o tempo. O calor e a baixa umidade também favoreceram a secagem dos grãos, melhorando a qualidade do produto e facilitando a comercialização.

Também prosseguiu em excelentes condições a colheita do milho safrinha em Assis, Florínea, Capão Bonito e Cândido Mota; do morango em Jundiaí, Atibaia e Monte Alegre do Sul; do fumo em Arealva; da cana-de-açúcar em Piracicaba, Ribeirão Preto e Jaú; da banana em Registro e Pariquera-Açu; do tomate em Sumaré e Mogi-Mirim e da uva em Jales e Fernandópolis.

*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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