Sem chuva, semeadura da soja atrasa

Em Ribeirão Preto e Jaboticabal, umidade também não está ideal para plantar amendoim nos canaviais em reforma

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2008 | 02h09

O período foi marcado por chuvas principalmente na faixa leste do Estado, onde a ação de uma frente fria manteve o tempo nublado e reduziu a temperatura. A precipitação acumulada ficou em torno dos 15 milímetros na maioria das localidades. A temperatura mínima caiu para 13 graus em Campinas, Jaú e Piracicaba, enquanto a máxima permaneceu abaixo dos 30 graus na maior parte das regiões, passando para 35 graus em Barretos e Jaboticabal. Com a redução no volume de chuva, o armazenamento hídrico teve uma leve queda, com ocorrência de deficiência hídrica acima de 10 milímetros em Barretos, Garça, Ilha Solteira, Itapeva, Jaú, Piracicaba e Votuporanga. A chuva ocorrida em Jaboticabal e Ribeirão Preto ainda não foi suficiente para elevar a umidade do solo aos níveis ideais para a semeadura do amendoim nos canaviais em fase de reforma. A região é uma das principais no cultivo de soja do Estado e a dificuldade para a semeadura por causa da falta de chuva reflete o atraso na instalação das lavouras de soja em relação à safra passada. A região teve chuvas abaixo do volume observado na maior parte do Estado. A produtividade dos canaviais teve pequena queda, compensada pela elevação na concentração de açúcares. A colheita está praticamente encerrada em boa parte do Estado. FEIJÃO DAS ÁGUAS No sul do Estado a condição é diferente, com umidade favorável à semeadura do feijão das águas. As áreas já semeadas em Itapeva, Capão Bonito e Itaberá vêm se desenvolvendo sem limitações e a expectativa de preços é boa para os produtores. O regime de chuvas desta primavera também vem favorecendo os seringais do noroeste paulista, com boa produtividade neste início de safra. Apesar das condições altamente favoráveis do mercado atual, os produtores devem ficar atentos ao efeito que a queda no preço do petróleo pode ter sobre o consumo de látex. A ocorrência de chuvas vem causando pequenos atrasos na colheita da batata em Vargem Grande do Sul, Divinolândia e Casa Branca; na realização dos tratamentos fitossanitários nos cafezais de Mococa, Espírito Santo do Pinhal e Franca e na colheita das variedades tardias de laranja em Bebedouro, Matão e Itápolis. A chuva também dificultou o início da colheita da uva niagara em Vinhedo, Campinas, Louveira e Jundiaí. Em Jales, parte dos produtores finalizou a colheita das parreiras e alguns já iniciaram a poda para condução das plantas até a próxima safra. *Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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