Sem Ciro, PSB formaliza apoio a Dilma e apoia PSDB em 2 Estados

Sem contar com a participação do deputado Ciro Gomes, que abdicou da candidatura presidencial, o PSB formalizou nesta segunda-feira o apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência da República durante a convenção nacional do partido.

REUTERS

14 de junho de 2010 | 17h00

No entanto, apesar de repetir a parceria em alguns Estados, a sigla também apoiará candidatos do PSDB em pelo menos duas unidades da federação.

O PSB, que em julho realizará um seminário para produzir e entregar a Dilma uma proposta de programa de governo, terá nove candidatos próprios a governador e reforçará o palanque do PT em Sergipe, Acre, Rio Grande do Sul, Bahia e Pará.

Por outro lado, tentará ajudar a oposição a eleger os governadores do Paraná e Alagoas. O PSB mineiro também deve fechar apoio ao candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, Antonio Anastasia.

"Esperamos dar uma contribuição de conteúdo ao programa da Dilma", disse a jornalistas o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Segundo ele, o documento conterá diretrizes para as áreas de integração regional, ciência e tecnologia, educação, meio ambiente e medidas de incentivo a investimentos e que tentem garantir o crescimento sustentado da economia brasileira.

O presidente do partido reafirmou ainda que a legenda deverá ter um representante na coordenação da campanha da ex-ministra da Casa Civil, mas ponderou que o nome ainda não está definido. No entanto, afirmou que o deputado Ciro Gomes (CE), que teve de deixar a corrida presidencial em favor de Dilma por pressão do Palácio do Planalto, participará da campanha da petista.

O parlamentar não compareceu à convenção, assim como o seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes.

"Ele (Ciro) tem o tempo dele e nós respeitamos", disse o presidente do PSB.

Campos minimizou ainda o fato de o PSB apoiar o PSDB em alguns Estados. "Onde o PT tem candidato a governador estamos juntos com o PT", afirmou, ponderando que obviamente isso não ocorre em Estados em que o PT e PSB têm candidatos próprios, como São Paulo. O empresário Paulo Skaf concorre em São Paulo pelo PSDB, enquanto o PT tem Aloizio Mercadante.

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Carmen Munari)

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