Sem fatores de risco, vendedora adoeceu antes dos 40 anos

A rotina era extenuante. A vendedora Maria da Conceição Norberto, de 38 anos, acordava às 6 horas e arrumava "metade" da casa - varria, lavava banheiros, arrumava as camas. Seguia para o trabalho e voltava às 21h. Depois do jantar, ajeitava a outra metade - passava e lavava roupa, deixava pronto o almoço. Dormia já de madrugada.

O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2012 | 02h04

"Achava que era uma vida normal. Um dia, ouvi um zumbido tão forte que achei que era bagunça na rua. Queria sair do sofá, mas não conseguia. Meu filho disse: 'Traz uma toalha, que ela vomitou'. Mas eu não sentia nada", diz.

Conceição não acreditou no diagnóstico de AVC. "Achei que só acontecia com idoso. Não bebo, não fumo, não tenho pressão alta nem histórico na família. Os médicos acham que pode ser a pílula anticoncepcional, que eu tomava desde os 17 anos", diz.

Ela foi levada para um hospital particular que integra a Rede Brasil AVC e recebeu o remédio adequado menos de uma hora após os primeiros sintomas. Quem a vê levantando pesos na fisioterapia e caminhando, não imagina que sofreu o AVC há quatro meses. "Quero voltar a trabalhar, mas não naquele ritmo", promete. /C.T.

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