Sem fôlego, dólar fecha com leve alta de 0,07%

Ainda sem volume e com pequenas oscilações, já que os investidores continuam em compasso de espera sobre novidades na Europa, o dólar encerrou esta segunda-feira com leve alta. A moeda havia registrado três quedas seguidas antes, mas também de pequenas intensidades, e deve continuar nesse ritmo.

Reuters

20 de agosto de 2012 | 17h29

O dólar encerrou o dia a 2,0160 reais para venda, com leve alta de 0,07 por cento.

Nos últimos três dias, a moeda norte-americana havia acumulado leve perda de 0,59 por cento, embora tenha fechado a semana passada praticamente estável, com variação positiva de 0,04 por cento.

"O mercado está em compasso de espera, sem fôlego para arriscar mais", afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Os investidores continuam de olho na Europa e sob as expectativas de que as autoridades locais possam agir com mais força para enfrentar a crise.

A principal delas envolve uma possível intervenção do Banco Central Europeu (BCE) nos mercados da dívida para diminuir os altos custos de empréstimos da Espanha e da Itália.

Neste fim de semana, a revista alemã Der Spiegel informou, sem citar fontes, que o BCE estaria discutindo patamares de taxas de juros para países da zona do euro, com a perspectiva de intervir se excederem o prêmio sobre os títulos alemães.

O BCE, por sua vez, negou nesta segunda-feira as especulações, argumentando que é errado falar sobre decisões que ainda não foram tomadas.

O mercado cambial também continua "preso" à banda informal imposta pelo governo para a moeda norte-americana, entre 2 e 2,10 reais. Sem volumes expressivos para mudar essa tendência, os investidores preferem não se arriscar na falta de novas indicações.

No início do mês passado, quando o dólar chegou a ficar abaixo de 2 reais, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, afirmou que a moeda naquele nível poderia ser prejudicial para a indústria brasileira, e que a autoridade monetária poderia intervir comprando dólares se necessário.

"O volume de negociações está bastante baixo. O próprio mercado não cria nada de novo e deve continuar assim", acrescentou Galhardo.

(Por Patrícia Duarte)

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