Sem medo da murchação

A ansiedade que cerca o suflê está lá: invisível, intimidadora

Mark Bittman/THE NEW YORK TIMES,

27 Janeiro 2011 | 12h34

 

 

Suflê salgado é sempre um bem-vindo e inusual prato principal. Mas a simples ideia de ele murchar no preparo enche de medo até os mais experientes cucas domésticos. E ainda que grande parte da ansiedade que cerca esse prato seja injustificada, ela está lá - invisível, mas intimidadora.

Quando preparado de forma correta, o suflê vai crescer (bem, às vezes não cresce, mas é de sua natureza...).

Suflês salgados tradicionais pedem um molho béchamel, o que já vai desencorajar você de se meter a fazê-lo numa vulgar noite de semana. Entra então em cena uma versão simplificada de suflê, uma, digamos, imitação que torna o prato muito menos assustador. Nessa receita não tem béchamel; só ovos, queijo e abobrinha.

 

Confira a receita:

linkSuflê de abobrinha

Para deixar o prato leve, a abobrinha é ralada (passar no processador dá menos trabalho) e então cozida com cebola e alho até ficar bem macia, quase derretendo. Se ficar algum líquido na panela depois do cozimento, retire para deixar a mistura ainda mais leve.

A partir daí, é como fazer bolo: numa vasilha misture as gemas e o queijo; em outra, bata as claras. Elas têm de ficar leves, macias e em pequenas elevações (não deixe entrar gema nas claras, ou então nada acontece).

Nesse ponto da receita, tudo é misturado, com as claras adicionadas gradual e suavemente para manterem ao máximo sua leveza. Depois o suflê é assado. Gosto de fazer suflês individuais, mas pode-se fazer um só, grande.

O suflê (ou os suflezinhos) ficará dourado e crescido. Depois de pronto, ele começa a murchar em poucos minutos, mas se você tirar do forno e levar imediatamente à mesa, a missão do cozinheiro já terá sido cumprida com sucesso.

 

 

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