Sem muita liberdade para escolher

TEGUI

O Estado de S.Paulo

22 Julho 2010 | 02h54

A nova casa do badalado Germán Martitegui (dono da Casa Cruz e do Olsen) não vale a expectativa. O restaurante não tem placa, a parede é toda pichada e você chega a insistir com o taxista que não é ali, ele errou. Será que é chique isso de confundir? Passando a porta, o cenário é bonito, com uma ampla cozinha e serviço atrapalhado. Há poucos pratos memoráveis no menu de seis momentos. Lembro-me só de uma sopa de lentilhas com truta defumada e ameixas pretas, deliciosa. A comida era quase sempre branca, um delírio estético monocromático de um estilista, algo como uma "coleção 2010, tendência alva". A carta de vinhos é bem feita, mas o sommelier sôfrego atrapalha. Impede, por exemplo, que se tome um Sauvignon depois de um Chardonnay. Foi uma peleja provar fora do manual estrito dele. Entre o que me deixou pedir, consegui beber um Angelica Zapata Cabernet Franc, uva que persegui sem sucesso na viagem.

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