Sem salários, professores da BA fazem feira livre

Em greve há 22 dias e sem receber salários por causa de decisão da Justiça da Bahia, que determinou a ilegalidade da paralisação - sob pena de multa diária de R$ 50 mil à categoria -, os professores da rede estadual de ensino promoveram na manhã desta quinta-feira uma pequena feira livre na Praça da Piedade, uma das mais movimentadas do centro de Salvador.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

03 Maio 2012 | 18h20

Chamada de Feira da Sobrevivência, a manifestação reuniu 15 banquinhas de frutas na praça. Segundo diretores do sindicato da categoria, a renda obtida pela venda dos produtos será destinada a auxiliar professores que estejam em dificuldades financeiras por causa do corte de ponto. Não estão descartadas novas ações para arrecadar dinheiro.

Os professores grevistas - cerca de 70% do total de 37,8 mil docentes, segundo o sindicato e o governo - cobram do Executivo o cumprimento de uma promessa, feita no ano passado, de reajuste linear nos salários da categoria. Obrigado a cumprir o piso nacional da categoria (R$ 1.451), porém, o governo concedeu reajuste maior (22,22%) aos professores sem curso superior, que ganhavam menos que o piso. Os que têm nível superior receberam apenas o reajuste que abrangeu todo o resto do funcionalismo público do Estado, 6,5%.

De acordo com a categoria, a greve será mantida até que o governo volte a abrir negociações com os docentes. A administração estadual, que alega não ter recursos para pagar 22,22% de reajuste a todos os professores do Estado, afirma que as negociações estão abertas, desde que a greve seja encerrada.

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