Sem tomar gol, Corinthians vence na Bahia

Pela primeira vez defesa não é vazada no returno e time bate Vitória, graças ao argentino Defederico

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

29 de outubro de 2009 | 00h00

Após 12 jogos levando gols, a defesa do Corinthians, enfim, conseguiu ficar intacta neste segundo turno do Brasileiro. Diante do Vitória, dono da segunda melhor campanha em casa na competição, o time ainda teve outro motivo para comemorar. Com gol do argentino Defederico, primeiro com a camisa corintiana, voltou a comemorar um resultado positivo: 1 a 0.

"Foi bem a equipe, fez bom jogo, esteve muito disposta, apareceu bem taticamente", comemorou o técnico Mano Menezes. Depois de apenas uma vitória nos últimos oito jogos, o Corinthians voltou a dar alegrias à sua torcida. "Estou muito feliz e agora espero que possamos jogar bem também diante do Palmeiras", festejou Defederico.

Num jogo com dois times sem ambições na competição, contando nos dedos os dias para o fim da temporada, a lógica era a de estádio vazio. Mas a presença de Ronaldo arrasta multidões. Desde o desembarque em Salvador, os baianos faziam de tudo para ver o ídolo de perto. No estádio, muitos apenas queriam aplaudir o Fenômeno.

Nem mesmo jornalistas locais tiveram postura quando viram o camisa 9 pisar no gramado. Ao invés de buscarem uma declaração, queriam autógrafos e fotos. Resultado: segurança reforçada para o atacante poder fazer seu aquecimento.

Entre os corintianos, a novidade era a presença de Defederico. Dentinho, com dores musculares, ficou no banco. O argentino, ainda devendo futebol, estava disposto a pagar a dívida pelo esforço do clube em sua contratação. Com apenas 48 segundos, Viáfara espalmou mal e ele chutou por cima.

O Corinthians parecia mais ligado que nos jogos anteriores. Aos 9, numa cobrança de falta ensaiada, inversão de papéis. Ronaldo serviu Chicão que driblou o goleiro e na hora de tirar o zero do placar, finalizou como zagueiro. "Adiantei muito a bola e não consegui chutar direito", tentou justificar.

Depois desse lance, o Vitória cresceu. E deu dois sustos em cabeçadas. Leandrão carimbou a trave e Wallace parou em grande defesa de Felipe, de volta ao Barradão seis anos após ser chamado de "macaco, safado e vendido" pelo então presidente do clube Paulo Carneiro.

E o Ronaldo? Ainda criou bom lance, ao pedalar e chutar em cima do zagueiro. "Jogo truncado, difícil, num gramado ruim, onde a bola não rola. Mas vamos tentar aproveitar as oportunidades para ganhar o jogo", previa.

Ronaldo tinha razão. A equipe administrava a posse de bola sem precipitação. É certo que pouco agredia, porém, quando chegava, assustava. Aos 18, Viáfara tentou segurar cruzamento e quase empurrou para as próprias redes. Três minutos depois, viu Defederico receber de Jucilei e, com toque sutil, empurrar para as redes.

Os baianos ainda empataram, aos 27, com Beto Berola. A arbitragem anulou, anotando impedimento. O Corinthians, após 12 rodadas, conseguiu segurar o marcador. Sustos? Só com Alessandro, ao levar forte cabeçada no rosto de Fábio Ferreira.

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