Semesp: 23,7% dos universitários estão inadimplentes

Quase um em cada quatro estudantes de universidades privadas paulistas está inadimplente. Dados divulgados ontem pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Semesp) mostram um crescimento de 6,38% no número de pessoas com mensalidades atrasadas em relação ao primeiro semestre de 2006. A taxa atual de 23,7% no ensino superior é bem maior que a registrada no crediário (6%) e também que o índice de cheques sem fundo no País (2%).Segundo a entidade, a inadimplência é menor entre instituições que atendem a classe D, já que os alunos passaram a ser beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), do governo federal. Por meio dele, estudantes de renda baixa recebem bolsas de 50 a 100% no ensino superior privado. O índice ficou em 3,1%, semelhante ao registrado em universidade voltadas para a classe A, de 3%.Em instituições com público de classes intermediárias, com salários de até R$ 1.700, a inadimplência passa de 11%. A taxa específica para cada tipo de instituição refere-se apenas a alunos que deixaram de pagar a mensalidade por mais de 90 dias, enquanto a porcentagem geral no Estado leva em conta todos os devedores.?Já larguei uma faculdade porque não tinha como pagar. Agora tenho um emprego melhor, comecei novamente, mas ainda atraso o pagamento?, diz o estudante Carlos Eduardo Reis de Azevedo, de 20 anos. A mensalidade do curso de Administração representa 55% de seu salário.?A legislação atual é muito benevolente com o aluno. É o único setor em que apenas uma parte do contrato precisa cumprir com deveres e a outra, só tem direitos?, diz o presidente do Semesp, Hermes Figueiredo. A lei em vigor desde os anos 90 permite que a instituição impeça apenas a rematrícula do inadimplente. Não se pode proibir esse aluno de assistir às aulas, fazer provas, receber diploma etc. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

11 de outubro de 2007 | 09h42

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