Senador dos EUA questiona indicação de embaixador do Brasil por etanol

Um senador republicano ameaçou na terça-feira atrasar a aprovação da escolha do presidente Barack Obama para embaixador no Brasil, porque ele defende o fim da tarifa que os Estados Unidos cobram sobre as importações de etanol.

REUTERS

28 Julho 2009 | 16h24

"Como senador e candidato presidencial, o presidente Obama dava apoio à manutenção da tarifa dos EUA sobre o etanol importado", disse o senador Charles Grassley em comunicado.

"Agora, o indicado do presidente para embaixador no Brasil diz que a remoção da tarifa seria 'benéfica'. É importante saber se a posição da administração mudou antes que essa nomeação vá adiante", completou.

Grassley, proveniente do Estado produtor de milho de Iowa, é um dos mais ferrenhos defensores no Congresso dos EUA da tarifa de 54 centavos de dólar por galão sobre o etanol.

O Brasil, maior exportador do mundo de etanol e o segundo maior produtor depois dos EUA, pressiona pelo fim da tarifa.

Obama indicou Thomas Shannon, um diplomata de carreira que é agora secretário-assistente para o hemisfério ocidental, para ser embaixador dos EUA no Brasil.

O Comitê de Relações Estrangeiras deve votar ainda nesta terça-feira a indicação de Shannon, o que normalmente abriria caminho para a votação no Senado.

Mas as regras do Senado permitem que um único senador atrase a ação da Casa sobre indicações presidenciais até que as preocupações sejam discutidas -- ou até que 60 votos entre os 100 membros da Casa sejam conseguidos para quebrar o impasse.

(Por Doug Palmer)

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