Senador tucano reclama de partido e presidente do PSDB rebate

O senador pelo PSDB Aloysio Nunes Ferreira (SP) fez críticas ao partido nesta sexta-feira e cobrou da direção da legenda tomada de posições em temas nacionais e o recadastramento de filiados.

REUTERS

28 Outubro 2011 | 18h51

As críticas, feitas pelo senador na rede de microblogs Twitter, levaram o presidente da sigla, deputado Sérgio Guerra (PE), a rebatê-las em nota divulgada no site do PSDB.

"A quantas anda a tão alardeada reorganização do partido, especialmente das seções estaduais praticamente dizimadas nas últimas eleições?", questionou o senador tucano.

"O que o PSDB pensa sobre Código Florestal? Sobre lambanças preparatórias da Copa? Na reforma Política, qual é nossa posição?", insistiu.

Aloysio cobrou também o recadastramento dos filiados do PSDB, principal partido de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, para a realização de prévias para decidir o candidato tucano na eleição presidencial de 2014.

Lideranças tucanas já se colocaram favoravelmente ao processo de consulta aos filiados para a escolha do presidenciável do partido, e o senador Aécio Neves (MG) já se declarou preparado para a disputa eleitoral.

O candidato derrotado do partido nas eleições de 2002 e 2010, José Serra, também é apontado como um dos interessados na candidatura tucana.

"Dessa forma, sem trabalhar direito hoje, sem formular propostas, sem organizar o partido, sem uma oposição firme agora, 2014 já era", disparou o senador.

Após a publicação dos comentários de Aloysio no Twitter, o site do PSDB colocou em destaque em seu site nota em que Guerra afirma "que o partido está passando por um amplo e profundo processo interno de reestruturação e renovação".

"Este processo já esta em curso, com mudanças na área institucional em diversos setores relacionados à mobilização, como por exemplo, o secretariado sindical, que foi criado este ano", disse Guerra.

O dirigente tucano disse que a sigla "está trabalhando" no recadastramento dos filiados e rebateu a reclamação de Aloysio de que a Executiva Nacional da legenda, eleita em maio, ainda não se reuniu. Segundo Guerra, o órgão partidário já se reuniu duas vezes desde a eleição do ano passado.

Guerra argumentou também que as bancadas tucanas na Câmara e no Senado têm representado o partido nas discussões de temas como Código Florestal, reforma política e Copa do Mundo.

"Eu mesmo cobrei publicamente do governo Dilma o fim do loteamento político de cargos, como o Ministério do Esporte, que estaria prejudicando o andamento da Copa", disse ele, segundo o site.

(Por Eduardo Simões)

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