Senadores da base aliada fazem mea-culpa sobre atos

Em meio às tentativas de compreender as causas e efeitos dos manifestos ocorridos em pelo menos 12 cidades nesta segunda-feira, 17, integrantes da base aliada fazem um mea-culpa de que o governo precisa atender a algumas pautas reivindicadas por movimentos sociais. "Temos uma pauta exigida que, em razão da política econômica, não se conseguiu atingir", considerou o líder do PC do B no Senado, Inácio Arruda (CE).

ERICH DECAT, Agência Estado

18 de junho de 2013 | 18h10

"O governo tem de ter preocupação e humildade para ouvir", acrescentou. Sem apontar um setor específico que deveria ter um atendimento de imediato pela administração federal, Arruda considerou como um "tapa na cara" os aumentos das tarifas dos transportes públicos realizados ao mesmo tempo em que o Poder Executivo enviou uma medida provisória (MP) diminuindo impostos na folha de pagamento de vários setores.

"Se tem uma ampla desoneração de PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e sobre a folha de pagamento e, em seguida, o aumento da tarifa? É um verdadeiro tapa na cara", afirmou. Já o vice-líder do PMDB no Senado, Romero Jucá (RR), disse que as manifestações são um recado, mas "sem um endereço específico". "Não é uma mobilização eleitoral, mas tem impacto sobre todos os governos porque a população mostra que quer mais atendimento. Tem de se fazer uma reflexão", disse.

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