Sensores domésticos detectam demência em idosos

Um estudo da Oregon Health & Science University mostra que detectores de movimento e sensores de portas, instalados nas residências de idosos, pode ajudar a rastrear padrões de atividade que, acredita-se, estão relacionados aos primeiros sinais da demência. Os resultados da pesquisa, apresentados na 10ª Conferência Internacional de Mal de Alzheimer e Desordens Relacionadas, em Madri, mostram que a monitoração contínua e não-invasiva da atividade doméstica pode ser um modo confiável de avaliar as mudanças do comportamento motor que podem ocorrer em conjunto com as mudanças na memória."Para ver uma tendência ao longo do tempo, são necessárias várias medições - em dias bons e em dias ruins - e geralmente leva anos para ver a tendência num cenário clínico", diz Tamara Hayes, principal autora do estudo. Ela nota que a maioria das visitas de idosos ao médico são espaçadas por meses ou até anos, e que a capacidade motora e de memória dos pacientes é avaliada em um pequeno número de testes, realizados num tempo curto."Em contraste, estamos observando continuamente a atividade dos idosos em suas próprias casas", disse Hayes. Sua equipe usou um "sistema de avaliação de atividade" para medir a velocidade com que os idosos caminhavam por suas casas e a atividade geral de sete voluntários saudáveis e sete com pequena deficiência cognitiva durante 60 semanas, reunindo mais 108.000 horas de dados. Cada sistema incluía sensores de movimento implantados nas paredes de todos os aposentos, sensores magnéticos nas portas e transmissores sem fio que repassavam os dados para um computador.

Agencia Estado,

27 de julho de 2006 | 17h46

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