Separação homem-gorila pode ser anterior a 11 milhões de anos

Descoberta na Etiópia sugere que ancestrais diretos dos gorilas já estavam na África há 10 milhões de anos

Efe,

22 de agosto de 2007 | 16h48

Um novo fóssil de primata descoberto na Etiópia pode jogar a separação evolutiva entre seres humanos e gorilas para uma época anterior à estimada atualmente.   A espécie, batizada Chororapithecus abyssinicus, entra na árvore genealógica dos grandes macacos num ponto anterior à bifurcação entre as linhas que levariam ao ser humano e aos demais primatas.   O novo espécime é datado de cerca de 10,5 milhões de anos atrás, enquanto que a rota evolutiva para a humanidade começa, segundo os mais antigos fósseis de ancestrais humanos já encontrados, há 6 ou 7 milhões de anos.   O Chororapithecus indica que a separação humano-gorila se deu há mais de 10 ou 11 milhões de anos, "sugerindo que a noção amplamente aceita, de uma separação mais jovem (posterior há 8 milhões de anos atrás) baseada em estudos moleculares e de DNA é, de fato, incorreta", diz nota divulgada pelos autores da descoberta.   Segundo a equipe responsável pelo novo achado, o Chororapithecus abyssinicus representa um vislumbre inédito no lado dos macacos da história evolutiva humana.   A descoberta, descrita na edição desta semana da revista Nature, consiste de um dente canino e oito molares, vindos de três a seis diferentes indivíduos.   "Estes dentes são, no geral, idênticos aos dos gorilas modernos", com algumas diferenças sutis, dizem os pesquisadores, de uma equipe formada por japoneses e etíopes.   "Se não se trata de um parente dos gorilas atuais, então se parece muito com o que teria sido um gorila primitivo de milhões de anos", disse o cientista Gen Suwa, da Universidade de Tóquio, um dos autores do trabalho.

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