Separatistas curdos são inimigos dos EUA e turcos, diz Rice

Secretária de Estado americana promete ampliar esforços no Iraque para defender Turquia dos ataques do PKK

BBC Brasil, BBC

02 de novembro de 2007 | 18h45

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta sexta-feira, 2, que os separatistas curdos do grupo PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão, na sigla em turco) são um "inimigo comum" dos Estados Unidos e da Turquia.  Veja TambémRice chega a Ancara para discutir saída pacífica para crise curdaEntenda o conflito entre turcos e curdos   Rice fez a afirmação em Ancara, depois de um encontro com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, em que prometeu uma maior colaboração dos Estados Unidos com a Turquia para combater os rebeldes. "Afirmei ao primeiro-ministro e também ao ministro do Exterior que os Estados Unidos consideram o PKK uma organização terrorista e que, de fato, temos um inimigo comum, que nós precisamos encontrar formas de realizar ações efetivas para que a Turquia não sofra mais com ataques terroristas", disse a secretária. No mês passado, cerca de 50 soldados turcos morreram em confrontos com rebeldes curdos na fronteira entre Turquia e Iraque, e o governo está sob pressão da opinião pública para atacar supostas bases do PKK no norte iraquiano. Segundo a correspondente da BBC em Ancara, Sarah Rainsford, Rice prometeu a Erdogan um aumento na troca de dados de inteligência sobre os rebeldes e também propôs que se discuta um plano abrangente para combater o PKK. Rice não deu mais detalhes concretos, mas Rainsford diz que essas medidas estão longe de satisfazer as expectativas das autoridades turcas, que desde o mês passado têm ameaçado lançar uma ofensiva no Iraque. O ministro do Exterior da Turquia, Ali Babacan, disse que as expectativas do país em relação aos Estados Unidos são altas. "Os Estados Unidos vão ter um papel no esforço contra o PKK. Nós precisamos buscar métodos eficientes, que tragam resultados, e isso envolve ação", disse. "Nós estamos em um estágio em que as palavras chegaram ao fim e as ações começaram", completou o ministro turco. Segundo analistas, os Estados Unidos são contra uma ofensiva turca no norte do Iraque por temer que isso provoque instabilidade em uma das poucas regiões iraquianas relativamente pacíficas nos últimos anos. Novas medidas  Na quarta-feira, o governo turco anunciou que começou a adotar novas medidas militares, políticas, diplomáticas e econômicas contra o PKK. Embora não tenham sido divulgados detalhes sobre as medidas econômicas, analistas avaliam que elas podem se traduzir em um boicote turco à região autônoma curda no norte iraquiano. O governo de Ancara acusa o governo do chamado Curdistão iraquiano de não agir para reprimir os rebeldes do PKK que estariam escondidos em seu território. O Iraque, no entanto, prometeu ampliar os bloqueios de segurança na região, como forma de restringir a movimentação de membros do grupo separatista ou impedir que eles tenham acesso a mantimentos.      BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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