Sequestradores querem vender cadáver de refém, diz França

Sequestradores que capturaram uma cadeirante francesa que acabou morrendo na Somália desejam agora vender o cadáver dela, disse o Ministério da Defesa da França nesta quinta-feira.

REUTERS

20 Outubro 2011 | 10h34

Marie Dedieu, 66 anos, que sofria de câncer, foi seqüestrada na madrugada de 1o de outubro numa casa da ilha de Manda, na costa norte do Quênia. A França disse na quarta-feira que ela morreu, provavelmente por não ter recebido a medicação diária que usava.

"Vocês precisam saber que os sequestradores estão querendo até mesmo vender o corpo dela... Isso é repugnante", disse o ministro Gerard Longuet ao canal de TV i-Tele.

Uma onda de sequestros em seu território levou nos últimos dias o Quênia a enviar tropas para a vizinha Somália, correndo o risco de se enredar no prolongado conflito desse país. Os sequestros ameaçam o importante setor turístico queniano.

Na quarta-feira, o chanceler francês, Alain Juppé, disse que Paris usava quatro canais para tentar negociar a libertação de Dedieu e enviar-lhe remédios, mas sem sucesso.

Piratas somalis haviam dito que ela estava na Somália. Analistas já haviam alertado que, diante da maior vigilância sobre os navios mercantes na região, os piratas somalis poderiam buscar alvos mais fáceis, como os turistas no Quênia.

(Reportagem de John Irish e Elisabeth Pineau)

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