Será que pega?

O Estado de S.Paulo

26 Junho 2014 | 02h08

Sylvio Lazzarini, do Varanda Grill, duvida que o dry-age vá pegar no Brasil. "As pessoas não vão querer pagar mais pelo dry-age. E o custo de fazê-lo é alto." Um caso recente corrobora seu palpite: entre 2010 e 2011, a Dinho's Place fez uma câmara de maturação a seco. "Os clientes não viam a diferença do dry e do wet-age", conta Paulo Zegaib, chef da casa, que desistiu do método. Ainda assim, há na indústria quem aposte na tendência. Henrique Freitas, gerente do programa Swift Black, linha premium de carnes da gigante JBS, afirma: "Temos interesse, mas é preciso equalizar demanda e custo". Shimbo, da Prime Cater, estuda fazer dry-age em escala comercial. "Visitei dez frigoríficos nos EUA. Aqui no Brasil não sei se será viável, se o consumidor vai querer pagar mais pela carne maturada a seco."

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