Serra promete salário mínimo de R$600 se eleito

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse que, se eleito, pretende elevar o salário mínimo para 600 reais já em seu primeiro ano de governo.

REUTERS

10 de setembro de 2010 | 17h17

Ao contrário dos dias anteriores, o candidato se negou a comentar as denúncias sobre a quebra de dados sigilosos de pessoas ligadas a ele.

"Eleito presidente da República, o salário mínimo do Brasil será de 600 reais. Essa é minha proposta hoje e será a realidade de amanhã. Não os 538 (reais) propostos pelo governo", disse a jornalistas nesta sexta-feira em São Gonçalo (RJ).

O candidato tucano, atrás da adversária Dilma Rousseff (PT) na corrida eleitoral, afirmou que já tem estudos prontos para viabilizar esse aumento. O projeto de lei orçamentária para 2011, enviado ao Congresso no final de agosto, fixa o salário mínimo em 538,15 reais. Atualmente, o valor está em 510 reais.

"Há condições de ter o salário mínimo mais alto. Temos os cálculos feitos... Será perfeitamente viável elevar o salário mínimo para 600 reais, inclusive mediante uma melhor utilização do dinheiro público. Tem havido muito desperdício e há muita gordura de gastos inúteis... Diante de um contexto de notícias tensas, que são importantes de serem debatidas, eu queria dar uma boa notícia", disse Serra.

Em agosto, Dilma afirmou que pretende manter a política de valorização do salário mínimo instituído no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela também previu a necessidade de realizar negociações com as centrais sindicais uma proposta de longo prazo para um aumento real.

Para a União, o maior impacto do aumento do salário mínimo é nas contas da Previdência.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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