Serviço de leva e traz à inspeção ganha adeptos em SP

Não é só a empresa responsável por fazer a inspeção veicular ambiental na frota paulistana que está lucrando com a exigência da Prefeitura de São Paulo. Desde o início do ano, quando se tornou obrigatório avaliar a emissão de poluentes em carros e motos, oficinas mecânicas e até autônomos encontraram um novo mercado. Eles oferecem o serviço de leva e traz para pessoas que estão sem tempo para fazer a inspeção ou que simplesmente não têm paciência para pagar a taxa no banco, agendar pela internet e levar o carro no dia marcado.

AE, Agencia Estado

20 Julho 2009 | 08h51

O corretor de imóveis Rouftaing Guimarães, da Guimarães Consultoria em Seguro, tem feito em média cinco inspeções por dia. São cerca de cem num mês. ?As pessoas não têm tempo e numa cidade com o trânsito de São Paulo é tudo mais complicado?, afirma. Guimarães começou oferecendo o serviço para antigos clientes. ?Vi que era mais um nicho.? Com ele, o ?pacote inspeção? sai por R$ 100 - inclui a taxa de R$ 52,73. Além de agendar, pagar a tarifa, levar o veículo e devolvê-lo, Guimarães faz o pedido de reembolso no site da Prefeitura. Com mais de 500 inspeções no currículo, o corretor já sabe qual é o caminho mais curto para agilizar o processo.

É o que já faz a oficina Auto Mecânica Scopino, na zona norte. O veículo pode passar por uma pré-inspeção antes de seguir para a avaliação oficial. O proprietário, Pedro Scopino, explica que a maioria dos clientes que pagam para não levar o carro à inspeção é de idosos que não têm acesso fácil à internet. ?A terceira idade é quem mais procura. O restante se vira.? O leva e traz custa R$ 70 e a pré-inspeção, R$ 35. Esse caso não inclui a taxa.

Carlos Pazetto, de 52 anos, é autônomo e até janeiro só transportava motos para concessionárias. Agora, começou a levá-las à inspeção. ?Percebi que é possível semear nesse campo.? Pazetto fez três serviços, todos para motos de grande cilindrada. Uma de suas clientes foi a arquiteta Maria José Mainente, de 47 anos. O problema dela nem foi a falta de tempo, mas medo de andar com a moto nova no trânsito pesado. ?Só saio no fim de semana para passear.? Maria José foi junto, no carro, até a inspeção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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