Servidores da Fiocruz iniciam paralisação

Os servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entraram ontem em greve. Eles reivindicam a reabertura das negociações com o governo para reajuste salarial e valorização da categoria. A paralisação não afeta serviços essenciais, como o atendimento médico nos institutos Fernandes Figueira e de Pesquisa Evandro Chagas. Também está mantida a produção de vacinas e medicamentos.

CLARISSA THOMÉ / RIO, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2012 | 03h09

De acordo com os servidores, o governo ficou de apresentar proposta de reestruturação da carreira até março. Nova data foi marcada para 31 de julho. "Nada aconteceu. Não tem nenhuma proposta na mesa. Temos responsabilidade, compromisso social e não vamos afetar serviços essenciais, mas, para entrar no orçamento do ano que vem, o reajuste tem de estar previsto nos cálculos que fecham até 31 de agosto. Nosso tempo é muito curto", afirmou o presidente da Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc), Paulo Garrido.

No sábado, o ministro Alexandre Padilha recebeu uma comissão de funcionários da Fiocruz e ouviu as reivindicações. Segundo Garrido, os 5 mil funcionários da fundação estão sem reajuste desde 2009, com desvalorização de salários de 20%. Os servidores pedem política de reposição da inflação, incorporação das gratificações, reajuste dos benefícios, entre outras reivindicações. Na semana passada, médicos do IFF trabalharam com jalecos pretos, em sinal de protesto. Hoje está prevista uma manifestação em frente à Fiocruz.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.