Servidores da Ufal entram em greve por tempo indeterminado

Funcionários protestam contra medida de redução de gastos prevista no PAC

Agencia Estado

12 de junho de 2007 | 05h34

Os 2.500 servidores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal) decidiram, em assembléia geral, realizada no auditório da Biblioteca Central da Ufal, deflagrar greve da categoria por tempo indeterminado. Os servidores lutam contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar 01/07, que tramita no Congresso Nacional e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e contra a transformação do Hospital Universitário (HU) em fundação. Para eles, a mudança representa a privatização do HU. A categoria decidiu ainda dar início às mobilizações na próxima segunda-feira, 4, com ato na porta do HU. Esta semana, o Comando de Mobilização pela Greve na Ufal percorreu diversos setores do campus e fez reuniões com técnicos para avaliar o nível de adesão ao movimento. "A deflagração da greve é o único caminho para nossa luta e os servidores estão conscientes disso" afirmou, Noelma Sandra, coordenadora geral do Sintufal. Os servidores são contra o projeto do PAC porque cria uma nova limitação para os gastos com servidores públicos. A reitora da Ufal, Ana Dayse Dória, ainda não se manifestou sobre a greve. Na quinta-feira, 31, os estudantes decidiram desocupar a reitoria da Universidade, que passou uma semana ocupada.

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