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Sete mil km de bicicleta

Sete mil quilômetros de pedaladas percorrendo quatro biomas brasileiros - Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica - em três meses. O roteiro traçado pelo ciclista paulistano André Pasqualini, de 36 anos, está sendo cumprido à risca por ele e documentado com fotos e textos no blog http://bicicreteiro.org/ e no Twitter, que acessa sempre que pode no smartphone.

Ana Bizzotto, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2011 | 00h00

"Para carregar o smartphone usei um sistema (um cubo a dínamo) que gera energia absorvida das pedaladas, mas deu pane no meio da viagem", conta Pasqualini. O jeito foi usar tomadas encontradas no caminho.

"Fico alguns dias ilhado, em locais sem ponto de energia. Também tenho uma bateria movida a energia solar, mas ela não dura muito. É difícil ser sustentável."

A ideia da viagem surgiu em um período turbulento para o ciclista, que incluiu o fim do casamento de 12 anos e insatisfação na vida profissional. "A viagem tem me ajudado a dar um norte na minha vida. Já tinha feito várias viagens de bike, duas pelo Rio Tietê até a divisa de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Mas sempre quis chegar até o Pantanal. Está sendo muito gratificante, é uma forma de conhecer o Brasil de um jeito único. Conheci lugares que de carro ou moto não chegaria. Comecei dia 13 de novembro e pretendo chegar a São Paulo até o fim de fevereiro."

Para repor energias, Pasqualini tem uma fórmula inusitada: coca-cola. "Pode parecer estranho, mas para mim funciona como isotônico, tem muito açúcar. Tomo na garrafa retornável, não fico usando garrafa PET", explica.

A solidariedade foi fundamental para que o bicicleteiro seguisse viagem. "Cruzei o Pantanal em dez dias sem nenhum real na carteira. Uma galera depositou, gente na estrada me dava dinheiro, aconteceu de tudo. Dormi em fazendas, me davam café, almoço e jantar, todos eram super receptivos."S

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