Sete policiais morrem em 'guerra' contra tráfico

Desde o início do ano, 1,4 mil morreram em combates entre polícia e cartéis de drogas

Duncan Kennedy, BBC

28 de maio de 2008 | 07h20

Sete policiais foram mortos e quatro ficaram feridos no último dos episódios de violência envolvendo a polícia e cartéis de drogas que já deixaram pelo menos 1,4 mil mortos no México desde o início deste ano. Deste total, 450 eram policiais e funcionários do governo. Os sete policiais foram mortos durante uma incursão em uma casa na cidade de Culiacan, no noroeste do México, segundo informações da polícia. A polícia prendeu duas pessoas e recolheu dois fuzis AK-47. Culiacan fica no Estado de Sinaloa, onde atua o cartel de droga Sinaloa. No início do mês, o governo mexicano havia enviado mais 2 mil soldados além de policiais federais para combater os traficantes da região. O mês de maio tem sido particularmente sangrento para as autoridades mexicanas. Pelo menos seis policiais de alto escalão foram assassinados, entre eles, Edgar Millan, diretor da Polícia Federal mexicana. Outros oficiais renunciaram ou fugiram do país com destino aos Estados Unidos depois de receberem ameaças de morte. Entre os que renunciaram está Guillermo Prieto, chefe de polícia de Ciudad Juarez, no norte do país. O nome de Prieto era um dos 22 que apareciam em uma lista negra de "policiais procurados" que circulava entre os cartéis da droga. Ao todo foram enviados 30 mil soldados e policiais federais para várias partes do país para tentar conter a violência. No entanto, números divulgados pelo governo mostram que o índice de mortes relacionadas aos cartéis aumentou em quase 50% em relação ao mesmo período do ano passado. O presidente mexicano, Felipe Calderón, diz que os números são resultado da maior presença policial nas ruas. Outros, no entanto, acreditam que os índices são um reflexo da audácia dos traficantes, que lutam para defender seu lucrativo comércio de drogas para os Estados Unidos, que movimenta US$ 20 bilhões por ano.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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