Setor de fertilizantes registra vendas recordes em maio--Anda

As vendas de fertilizantes no Brasil saltaram 63,3 por cento no mês passado ante o ano anterior, para 2,2 milhões de toneladas, um recorde para o mês de maio, apontou levantamento da entidade que representa a indústria.

FABÍOLA GOMES, REUTERS

17 Junho 2011 | 15h57

A comercialização segue aquecida neste primeiro semestre. O incremento foi de 23,8 por cento no acumulado de janeiro a maio, para 8,6 milhões de toneladas, ante igual período de 2010, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

Diante da alta dos preços das commodities agrícolas, os produtores mais capitalizados vêm optando por antecipar compras de fertilizantes. O setor já trabalhava com a perspectiva de um primeiro semestre aquecido neste ano.

As importações dos fertilizantes intermediários --que depois são misturados para fabricar o produto final-- também saltaram quase 60 por cento tanto no mês, para 1,73 milhão de toneladas, como no acumulado entre janeiro e maio, para 7,3 milhões de toneladas, ambos na comparação com 2010.

A produção brasileira teve incremento mais moderado no mês, de 5,8 por cento, para 778 mil toneladas, ante maio de 2010. No acumulado dos cinco primeiros meses foram produzidas 3,6 milhões de toneladas, incremento de 2,4 por cento sobre igual período do ano passado.

Em comunicado, a Anda destacou a consistência das vendas de fertilizantes fosfatados "com ênfase para as culturas de milho safrinha, trigo, plantio de cana de açúcar e início das entregas para as culturas de primavera (soja/milho)".

Segundo a entidade, o Estado do Mato Grosso, maior produtor de soja do país, concentrou o maior volume de entregas no período, com 1,75 milhão de toneladas, seguido por São Paulo, com 1,26 milhão de toneladas. Em terceiro lugar, vem o Paraná, segundo na produção de soja, com 1,24 milhão de toneladas.

Em comentário ao mercado, o Bank of America Merrill Lynch destacou que estes dados indicam que "os produtores estão antecipando as compras de fertilizantes já que a relação de troca entre grãos e fertilizantes continua favorável e a rentabilidade (dos produtores) continua alta".

O banco afirmou que ainda trabalha com um cenário favorável para a indústria de fertilizantes e recomenda a compra de papéis da maior parte das empresas do setor, incluindo a Vale, que controla o setor de produção de matérias-primas para adubos no Brasil.

O Merrill Lynch estima que a Vale Fertilizantes poderá expandir a produção de rocha fosfática, utilizada na composição dos fertilizantes, para 2 milhões de toneladas, e do produto final DAP (à base de fosfato), para 1,42 milhão de toneladas.

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