Setor de rações prevê crescimento em 2012, após queda no 1o tri

O setor de rações animais no Brasil espera uma reação na produção no segundo semestre, após registrar retração no início do ano, na esteira das dificuldades enfrentadas pelos produtores de aves e suínos do país.

REUTERS

23 Maio 2012 | 18h34

No primeiro trimestre de 2012, a produção de rações alcançou 14,9 milhões de toneladas, recuo de 2 por cento ante janeiro a março do ano passado, informou nesta quarta-feira o Sindirações, a entidade que representa as indústrias.

Os segmentos de avicultura de corte e suinocultura, que representam mais de dois terços de toda a demanda, recuaram respectivamente 1,1 por cento e 6,1 por cento.

As empresas projetam crescimento de 2,8 por cento no volume total de 2012, segundo estimativa divulgada pelo sindicato das indústrias nesta quarta-feira.

O cálculo do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) é produzir 66,2 milhões de toneladas de ração e 2,58 milhões de toneladas de suplementos minerais, ante 64,5 milhões de toneladas de ração e 2,35 milhões de suplementos minerais em 2011, quando movimentou 40 bilhões de reais em insumos.

"O modesto aumento previsto para 2012 tem como principal fator a demanda contida da cadeia suinícola e moderada da avicultura industrial, atividades que têm sofrido com o custo elevado dos principais insumos da alimentação animal, baixos preços pagos aos produtores e desaceleração do ritmo exportador", disse Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo do sindicato, em nota.

(Por Gustavo Bonato)

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