Setor deve ter em breve um selo de qualidade

O próximo desafio do setor é criar um selo de qualidade. A ideia, explica o agrônomo Caio Cayres, de Itapetininga, é definir critérios para padronizar a produção. "O selo é uma garantia de qualidade, com benefícios para produtor e consumidor." Além de itens relacionados à qualidade do produto, como manejo correto do cultivo, o selo avaliará a produção sob o ponto de vista socioambiental. "A ideia é chegar a uma padronização de resistência, coloração, espessura e sanidade para a grama", diz o professor Roberto Lyra Villas Bôas, da Unesp de Botucatu (SP). "Isso vai valorizar quem produz com qualidade."

O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 02h11

O produtor Mauro Rondelli, ex-presidente da Associação da dos Gramicultores do Brasil (Agrabras), chama a atenção para o fato de alguns produtores venderem o tapete de grama com espessura muito fina. "Para aproveitar o frete, alguns produtores cortam o tapete muito fino. Com isso, ele perde muita raiz." Comprar de produtores idôneos também garante um gramado livre de ervas daninhas, como tiririca, trevo, braquiária e pé-de-galinha.

Hoje, a Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp é o principal centro de pesquisas sobre gramados. "A demanda por pesquisa surgiu dos produtores e acabamos criando um grupo de estudo só para gramados", explica Lyra. A faculdade desenvolve, por exemplo, estudos sobre adubação de grama. Por meio da diagnose de subtração de nutrientes, método que registra os sintomas da planta na falta de determinado nutriente, a pesquisa pretende chegar a uma tabela que possa ser usada pelos produtores. "Há um trabalho sobre o aproveitamento de lodo de esgoto como adubo. Os resultados já mostram enraizamento mais rápido, maior retenção de água e acúmulo de matéria orgânica", diz Lyra./ F.Y.

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