Tadeu Vilani/Agência RBS
Tadeu Vilani/Agência RBS

Sexto dia de greve dos rodoviários em Porto Alegre deixa 9 ônibus depredados

Coletivos foram atacados com pedras quando circulavam com passageiros, mas não houve feridos

Lucas Azevedo,

01 de fevereiro de 2014 | 14h25

PORTO ALEGRE - No sexto dia de paralisação dos rodoviários de Porto Alegre, terceiro consecutivo de greve geral, nove ônibus foram depredados. Eles foram atacados com pedras quando circulavam com passageiros. Ninguém se feriu. Alguns coletivos de três empresas foram colocados nas ruas, mas, por medida de segurança, retornaram para as garagens logo depois, ainda no início da manhã.

Na tarde de sexta-feira, 31 de janeiro, uma assembleia da categoria decidiu pela manutenção da greve. Como o acordo feito com as empresas na quinta-feira não foi cumprido - a negociação previa o retorno total da frota neste sábado -, o sindicato está sendo condenado a pagar multa diária de R$ 100 mil por dia parado.

A vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, indeferiu o pedido do prefeito José Fortunati para que a Justiça ordenasse a força policial para desfazer os piquetes.

"As questões relativas à segurança pública são de conhecimento das partes envolvidas no litígio de greve e das autoridades municipais e estaduais responsáveis por garantir a segurança nesta cidade. Assim, entendo desnecessário que este juízo oficie para que a necessária segurança às operações seja prestada", escreveu em seu despacho. Cerca de 1 milhão de passageiros são prejudicados todos os dias com a falta de ônibus.

Neste sábado, a prefeitura autorizou veículos de transporte escolar a fazer as linhas dos ônibus. Devem ser disponibilizados 617 vans e micro-ônibus a uma tarifa de R$ 4,20, o mesmo preço dos táxis-lotação.

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