Sharapova defende rigor de antidoping

Russa contraria colegas que pedem mais flexibilidade

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

06 Dezembro 2009 | 00h00

Enquanto vários tenistas, liderados pelo espanhol Rafael Nadal, reclamam da regra do "whereabout" - pela qual atletas de ponta precisam notificar permanentemente as autoridades antidoping sobre seu paradeiro -, Sharapova vai em sentido contrário e defende a medida.

Nadal e seguidores não são contra as análises, mas argumentam que as regras atuais invadem a vida privada dos atletas. Por isso, gostariam que a Agência Mundial Antidoping (Wada) fosse mais flexível. Em visita ao Brasil, Sharapova se posicionou contra a corrente, apoiando a medida. "Acho importante para manter o esporte limpo", disse. "Não invade minha privacidade."

Já existem casos de atletas com problemas por causa da regra do whereabout. Um dos destaques é a belga Yanina Wickmayer, semifinalista do US Open deste ano, que foi punida com um ano de suspensão por não ter informado seu paradeiro por mais de três dias à Wada. Com a medida, a tenista, que figurava entre as 20 melhores do mundo no ranking da Associação Feminina de Tênis (WTA), perdeu posições. Seu compatriota Xavier Malisse, também foi suspenso pelo mesmo período, mas por ter falhado em se apresentar para exames duas vezes. A dupla encaminhou um pedido de apelação à Corte Arbitral do Esporte.

APLAUSOS E SUSPIROS

Em Porto Feliz, interior de São Paulo, Sharapova venceu ontem a argentina Gisela Dulko por 2 sets a 1, em jogo exibição, sob aplausos e suspiros da plateia brasileira.

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