Shin-zushi

Sushi

03 de dezembro de 2009 | 15h37

Anna Angotti & Demian Takahashi: O mais intrigante de restaurante japonês de verdade é que você descobre, a cada refeição, que precisa voltar outras tantas vezes para desvendá-lo mais um pouquinho. Na nossa primeira visita ao Shin-Zushi, gostamos sem grandes exclamações do sushi - superfresco, mas caro demais. Só que, por alguma razão, voltamos. Várias vezes. E, a cada jantar, aparecia um novo detalhe surpreendente: na refeição para o Prêmio Paladar, um torô que derretia na boca (desculpem o clichê, mas era isso mesmo) e um incrível buri temperado com sal e raspas de limão. E o que é mais animador em restaurante japonês de verdade: saber que, seja sua primeira ou enésima visita, os sushis daquele dia estarão sempre frescos, acima de qualquer surpresa.Blog Alho, Passas e Maçãs: Vizinho do imenso mar morto dos sushis horríveis de São Paulo, o Shin-Zushi é a parte saudável e oxigenada da água. Peixes frescos que parecem borbulhar nos bolinhos, saborosos como se ainda estivessem nadando. Sobre um arroz morno e agradável, o atum vermelho tinha a maciez e o gosto incisivo que fazem lembrar por que comer sushi se tornou mania ocidental. O parzinho de garoupa era um pouco mais fibroso, mas identicamente cheio de sabor. O de buri, tenro, trazia o que, em bom português (ou será que é em bom japonês?), qualquer um reconhece como sapore di mare: aquela estranha e incrível impressão de que você acabou de morder o mar. O de toro desafinava: fibroso e pouco macio, contrariando o que se espera de um atum gordo. Fora o toro, tudo delicioso. O lado negativo da casa é dado pela política de venda por unidade (e não por par) e pelos altos preços - os mais caros dentre os sushis que provamos.Braulio Pasmanik: Sushis bem feitos, mas na comparação não pagam place!Jacques Trefois: Casa grande, cheia de sushimen. Quatro bons sushis, sendo o peixe melhor que o arroz. Não fiquei entusiasmado, nem com a tempurá que pedi posteriormente.Janaina Fidalgo: Para lembrar que um bom sushi não depende só de um bom peixe (fresco, bem cortado...). Que arroz, que arroz!Luiz Horta: Ótimo produto, mas faltou algo que encantasse.Neide Rigo: Escolhi sushis de toro, atum, buri e carapau. Não havia robalo, segundo a garçonete, por causa do defeso. O arroz era muito bom, macio, não grudento. E os peixes pareciam frescos, mas achei os cortes pouco delicados. Tive a impressão de não ter comido as melhores partes do peixe - talvez reservadas a conhecedores japoneses.Patrícia Ferraz: Foi minha melhor surpresa nessa temporada e o que me chamou a atenção em primeiro lugar foi o arroz do sushi, disparado o melhor entre os que provei. Me fez lembrar o arroz dos primeiros tempos de Jun Sakamoto. Quase morno, com a liga exata entre os grãos, uma viscosidade saborosa. Os peixes fresquíssimos e alguns toques pessoais do sushi man Edson e um toque de shoyu. Toro, já no fim da temporada, manteve a excelência. Atum, impecável. O de garopa foi servido com uma mistura de nabo e pimenta sobre o peixe, uma delícia. O de buri tinha raspas de limão siciliano e sal moído na hora não levava shoyu, para não perder o frescor. Mas o melhor de todos foi o de sardinha, notável com o peixe riscado por cortes diagonais, num belo efeito, que permitia a entrada do shoyu com o tempero da casa. Magnífico. O defeito? Bem caro.Roberto Smeraldi: Não é fácil escolher um ganhador, pois todos os cinco concorrentes atingiram alto nível. Ganha por três detalhes: toro fora de série (provavelmente atum acima dos 120 quilos), wasabi excepcional (dizem usar apenas o pó de nascente fria de montanha) e um perfeito arroz de grão curto e pouca goma.Silvio Giannini: Desta vez o Zushi não atingiu o brilho que fez dele o campeão da categoria na edição Paladar 2008. É verdade que se diga que perdeu nos detalhes, talvez motivado por um dia de casa cheia, absolutamente lotada. A verdade é que o arroz dos bolinhos estavam excessivamente grudentos, chegando a deixar, vez por outra, grãos de arroz colados aos meus dedos. A qualidade dos peixes, sempre excelente, acabou decepcionando por um toro magrinho, de menor brilho. Um pena. Estava convencido que levaria o bi-campeonato.

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