Sinais na pele podem indicar envelhecimento mais lento

Cientistas relacionaram o número de sinais ao comprimento de trechos de cromossomos, os telômeros

BBC

12 Julho 2007 | 19h34

O número de sinais e pintas na pele pode oferecer uma indicação da velocidade com que o corpo envelhece, segundo uma pesquisa britânica. Cientistas do King´s College de Londres compararam o DNA com o número de sinais na pele em um estudo com 1,8 mil gêmeos. Os pesquisadores descobriram que quanto maior o número de pintas ou sinais na pele de uma pessoa, maior a probabilidade do DNA daquela pessoa ter propriedades para lutar contra o envelhecimento. O estudo, publicado na revista especializada Cancer Epidemiology Biomarkers and Prevention, contrasta com a ligação entre o grande número de sinais e o alto risco de câncer de pele. Sinais na pele aparecem durante a infância e desaparecem a partir da meia idade. Média Quando presentes em grande números, os sinais podem aumentar o risco de melanoma, um tipo de câncer de pele. Os sinais e pintas na pele variam muito em número e tamanho entre as pessoas. O número médio de sinais nas pessoas com pele branca é de 30, mas algumas pessoas podem ter até 400. A razão para tais diferenças entre as pessoas é desconhecida, assim como a função dos sinais. Como os sinais desaparecem com a idade, cientistas examinaram a relação entre o número de sinais e o comprimento dos telômeros das células, que é um bom indicador da taxa de envelhecimento em órgãos como coração, músculos, ossos e artérias. Telômeros, que ficam mais curtos à medida que envelhecemos, são pacotes de DNA encontrados no fim do cromossomo em todas as células e cuidam da proteção, replicação e estabilização das pontas dos cromossomos. Eles foram comparados às pontas de plástico em cordões de sapatos, pois evitam que as pontas dos cromossomos desfiem ou grudem umas nas outras. Quantidade No estudo, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham mais de 100 sinais na pele tinham telômeros mais longos do que aqueles com menos de 25. A diferença entre os dois grupos foi equivalente a seis ou sete anos de envelhecimento. "Os resultados deste estudo são muito animadores, pois mostram, pela primeira vez, que pessoas com muitos sinais na pele, que têm um risco um pouco maior de melanoma, podem, por outro lado, ter o benefício de uma taxa baixa de envelhecimento", disse Veronique Bataille, chefe da pesquisa. "Isto pode implicar na suscetibilidade a menos doenças relacionadas ao envelhecimento, como problemas do coração ou osteoporose, por exemplo. Mas mais estudos são necessários para confirmar estas descobertas", afirmou Bataille.

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