Sindicalistas criticam condução da política econômica

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho(PDT-SP), afirmou que o ato organizado para esta quinta-feira, 11, pelas centrais sindicais do País é também contra a política econômica e sugeriu a demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Ninguém mais liga para o que o Mantega fala", opinou.

CARLA ARAÚJO, Agência Estado

11 de julho de 2013 | 14h49

Paulinho disse que as centrais farão uma reunião na manhã desta sexta, 12, na sede da Força Sindical e devem fixar um prazo para que a presidente Dilma Rousseff atenda às reivindicações dos trabalhadores. "Senão, vamos começar a organizar uma greve geral", disse, alegando que os atos desta quinta "foram um sucesso".

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, também fez críticas à política econômica do governo federal. "É excrescência aumentar a taxa de juros e punir a produção e o crescimento", afirmou, citando a reunião de quarta, 10, do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa Selic para 8,5% ao ano.

Freitas disse, no entanto, que o Poder Legislativo tem a maior responsabilidade em atender à pauta trabalhista, já que "grande parte das reivindicações está parada no Congresso". "É preciso destravar e tirar da gaveta os projetos dos trabalhadores, assim como eles tiram os dos empresários", afirmou.

O presidente da CUT-SP, Adi dos Santos, afirmou que a entidade é a favor da reforma política, mas essa questão não foi contemplada nos protestos realizados hoje por acordo entre as centrais. Segundo ele, ainda não é possível fazer um balanço do Dia Nacional das Lutas, mas a CUT conseguiu mobilizar trabalhadores em pelo menos 18 pontos no Estado.

Adi ponderou que o fato de os metroviários não terem participado do dia de protestos enfraqueceu o movimento. "Provavelmente, a adesão seria muito maior, mas temos de respeitar a decisão do sindicato", disse.

Apesar de confirmar que deve se reunir com os demais líderes das centrais nesta sexta para realizar um balanço dos atos de hoje, Adi rechaçou a ideia de uma greve geral. "Acho muito difícil", afirmou. "Greve geral tem de ter sentimento da sociedade, a população teria de assumir a luta e eu acho difícil isso acontecer."

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