Sindicalistas defendem trabalho formal no plano de habitação

Às vésperas do anúncio do plano de habitação do governo, sindicalistas vieram a Brasília nesta sexta-feira reivindicar que o programa de financiamento exija das empresas envolvidas a contratação formal de trabalhadores da construção civil.

REUTERS

20 de março de 2009 | 15h37

"A nossa proposta é que a contrapartida social das empresas que vão se beneficiar dos financiamentos para construir casas populares é que elas devam obrigatoriamente ter seus trabalhadores celetisados (carteira assinada)", afirmou a jornalistas o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Antônio Neto.

Ele e outros representantes das centrais sindicais estiveram reunidos com o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, para tratar do programa, que será anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima quarta-feira, segundo afirmou o próprio presidente nesta sexta-feira.

O programa prevê o financiamento de 1 milhão de casas populares em dois anos, tendo como foco a população de baixa renda.

Neto afirmou que Dulci não deu detalhes sobre o pacote e acrescentou que os valores dos investimentos do governo e das prestações a serem pagas pelas famílias beneficiadas ainda estão sendo discutidos.

(Reportagem de Ana Nicolaci da Costa)

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