Síria ainda tem crimes contra os direitos humanos, diz ONU

As forças do governo sírio já mataram famílias inteiras dentro das suas casas como parte da repressão à rebelião contra o presidente Bashar al Assad, disseram investigadores da ONU nesta quinta-feira.

STE, REUTERS

24 Maio 2012 | 09h59

Tanto as tropas de Assad quanto os combatentes da oposição estão cometendo flagrantes violações dos direitos humanos, apesar do cessar-fogo implantado há seis semanas, mas o Exército e as forças de segurança são responsáveis pela maioria dos crimes documentados, segundo o relatório da ONU, que destaca o grande número de crianças entre as vítimas.

Os abusos governamentais incluem bombardeios a áreas residenciais, execuções e torturas. As forças sírias frequentemente preparam listas de pessoas procuradas e suas famílias antes de bloquear e então atacar determinada aldeia ou bairro, disse a equipe de investigação comandada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro.

Os rebeldes, que estão cada vez mais bem armados e organizados, têm matado ou torturado soldados e simpatizantes do governo que acabam capturados, relatou a ONU. Eles também sequestram civis numa aparente tentativa de obter resgates ou de barganhar a negociação de prisioneiros.

"A maioria das violações sérias aos direitos humanos documentadas pela comissão nesta atualização foi cometida pelo Exército e pelos serviços de segurança sírios como parte das operações militares ou de buscas conduzidas em locais conhecidos por abrigarem desertores e/ou pessoas armadas, ou percebidas como sendo apoiadoras de grupos armados antigoverno", disse o relatório.

Crianças frequentemente são mortas ou feridas durante ataques contra manifestações, ou no bombardeio a cidades e aldeias pelas forças governamentais, afirmou a ONU.

"Famílias inteiras foram executadas nas suas casas -- geralmente os familiares dos que se opõem ao governo, como os familiares do coronel Riad al Assad", disse o texto, referindo-se ao chefe do grupo rebelde Exército Sírio Livre.

Os investigadores não foram autorizados a entrar na Síria, e por isso basearam seu relatório em mais de 200 entrevistas com vítimas e testemunhas.

O grupo confirmou 207 mortes ao longo de dois meses. A ONU diz que até dezembro as forças sírias mataram mais de 9.000 pessoas na repressão à rebelião iniciada em março de 2011.

A ONU está mobilizando até 300 observadores militares desarmados para monitorarem na Síria uma trégua implantada em 12 de abril graças à mediação do enviado internacional Kofi Annan. Apesar do cessar-fogo, a violência no país continua. As forças do governo sírio já mataram famílias inteiras dentro das suas casas como parte da repressão à rebelião contra o presidente Bashar al Assad, disseram investigadores da ONU nesta quinta-feira.

Tanto as tropas de Assad quanto os combatentes da oposição estão cometendo flagrantes violações dos direitos humanos, apesar do cessar-fogo implantado há seis semanas, mas o Exército e as forças de segurança são responsáveis pela maioria dos crimes documentados, segundo o relatório da ONU, que destaca o grande número de crianças entre as vítimas.

Os abusos governamentais incluem bombardeios a áreas residenciais, execuções e torturas. As forças sírias frequentemente preparam listas de pessoas procuradas e suas famílias antes de bloquear e então atacar determinada aldeia ou bairro, disse a equipe de investigação comandada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro.

Os rebeldes, que estão cada vez mais bem armados e organizados, têm matado ou torturado soldados e simpatizantes do governo que acabam capturados, relatou a ONU. Eles também sequestram civis numa aparente tentativa de obter resgates ou de barganhar a negociação de prisioneiros.

"A maioria das violações sérias aos direitos humanos documentadas pela comissão nesta atualização foi cometida pelo Exército e pelos serviços de segurança sírios como parte das operações militares ou de buscas conduzidas em locais conhecidos por abrigarem desertores e/ou pessoas armadas, ou percebidas como sendo apoiadoras de grupos armados antigoverno", disse o relatório.

Crianças frequentemente são mortas ou feridas durante ataques contra manifestações, ou no bombardeio a cidades e aldeias pelas forças governamentais, afirmou a ONU.

"Famílias inteiras foram executadas nas suas casas -- geralmente os familiares dos que se opõem ao governo, como os familiares do coronel Riad al Assad", disse o texto, referindo-se ao chefe do grupo rebelde Exército Sírio Livre.

Os investigadores não foram autorizados a entrar na Síria, e por isso basearam seu relatório em mais de 200 entrevistas com vítimas e testemunhas.

O grupo confirmou 207 mortes ao longo de dois meses. A ONU diz que até dezembro as forças sírias mataram mais de 9.000 pessoas na repressão à rebelião iniciada em março de 2011.

A ONU está mobilizando até 300 observadores militares desarmados para monitorarem na Síria uma trégua implantada em 12 de abril graças à mediação do enviado internacional Kofi Annan. Apesar do cessar-fogo, a violência no país continua.

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