Síria tortura manifestantes e espanca jornalistas, diz entidade

As forças de segurança da Síria prenderam centenas de manifestantes de forma arbitrária desde que os protestos pró-democracia irromperam um mês atrás e os sujeitaram a tortura e maus tratos, relatou a entidade de direitos humanos Human Rights Watch nesta sexta-feira.

KHALED YACOUB OWEIS, REUTERS

15 de abril de 2011 | 10h38

As forças, que incluem a Al-mukhabarat (polícia secreta), também detiveram e torturaram ativistas de direitos humanos, escritores e jornalistas que relataram ou apoiaram os protestos contra o governo do presidente Bashar al-Assad, declarou a organização internacional sediada em Nova York.

"Não pode haver verdadeiras reformas na Síria se as forças de segurança abusam das pessoas impunemente," disse Joe Stork, vice-diretor para o Oriente Médio da entidade, em um comunicado.

"Ao silenciar aqueles que escrevem sobre os eventos, as autoridades sírias esperam esconder sua brutalidade. Mas a repressão a jornalistas e ativistas só ressalta seu comportamento criminoso," acrescentou.

O grupo disse que pelo menos sete jornalistas foram detidos.

Não houve comentários imediatos das autoridades sírias, que têm recebido críticas crescentes do Ocidente por usar a força para conter as manifestações que se espalharam por várias partes da Síria desde sua irrupção na cidade de Deraa, no sul, em 18 de março. Estima-se que 200 pessoas foram mortas.

A Human Rights Watch entrevistou 19 detidos libertados, incluindo três adolescentes. Com exceção de dois deles, todos disseram que agentes da mukhabarat os espancaram e que testemunharam dezenas de outros detidos sendo espancados ou ouviram gritos de pessoas sendo espancadas.

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