Sírio-Libanês vai gerenciar duas unidades de saúde do Estado

Hospital-Geral do Grajaú e Ambulatório Médico de Especialidades Interlagos ficarão por 5 anos sob nova direção

O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2012 | 03h05

O Hospital Sírio-Libanês, por meio de seu instituto de responsabilidade social, assinou ontem um contrato com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para gerenciar o Hospital-Geral do Grajaú e o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Interlagos, na zona sul da capital.

É a primeira vez que o Sírio passa a administrar unidades públicas estaduais de saúde. O contrato terá duração de cinco anos e o gerenciamento será feito sob o modelo de OSS (Organização Social de Saúde), implantado desde 1998 pelo governo.

Atualmente, 37 hospitais e 38 ambulatórios do Estado são administrados por OSS - um modelo de gestão criticado pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas, que apontam problemas no uso dos recursos. Para administrar as unidades, o Sírio vai receber R$ 600 milhões.

Referência. O hospital e o ambulatório são serviços que atendem cerca de 2 milhões de habitantes da região exclusivamente pelo SUS. O hospital do Grajaú, por exemplo, é referência em maternidade de alto risco e de atendimento de alta complexidade. Nesse caso, o contrato prevê 14.496 internações e 288 mil atendimentos de urgência no primeiro ano.

Além disso, a OSS deve garantir a realização de pelo menos 1,2 mil exames de ultrassonografia ainda em 2012. O hospital tem atualmente 246 leitos operacionais e 1.245 funcionários.

Já no AME Interlagos, o contrato prevê a realização de 102.960 atendimentos ambulatoriais por ano, além de 1.620 cirurgias ambulatoriais e 6.576 diagnósticos em radiologia, endoscopia e especialidades.

A expectativa é de que, durante a vigência do contrato de gestão, a secretaria amplie o número de cirurgias realizadas pelo AME. "O SUS paulista ganha dois equipamentos públicos de saúde com a grife do Sírio-Libanês, um hospital reconhecido pela excelência e qualidade de seu corpo clínico e administrativo", afirmou Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

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