Situação de greve em Santo Antônio e Jirau permanece sem solução

Os trabalhadores das usinas hidrelétricas do rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, ainda não conseguiram chegar a um acordo com os empreendedores para definirem sobre a retomada das atividades nos canteiros de obra das usinas.

REUTERS

27 Março 2012 | 16h38

Os operários da empresa contratada para instalar turbinas em Jirau, a Enesa Engenharia, que teriam iniciado a greve no início do mês, resolveram aceitar a proposta de 5 por cento de aumento adiantado e retomar as atividades, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), Claudio Gomes.

Entretanto, ainda não há acordo por parte de todos os trabalhadores no canteiro e a continuidade da paralisação será definida em votação secreta. "Vamos tentar fazer a votação na quarta-feira, já que não está definido com clareza qual a opinião da maioria", disse Gomes.

Já no caso de Santo Antônio, a audiência conciliatória no Tribunal Regional do Trabalho da 14a região, em Rondônia, que aconteceu nesta terça-feira, teve a finalização adiada mais uma vez, para o dia 29 de março, segundo a assessoria da Procuradoria Regional do Trabalho daquela região, já que não se chegou a um acordo.

A Justiça já tinha declarado as greves -tanto em Santo Antônio como em Jirau- ilegais.

Os trabalhadores das usinas querem 30 por cento de aumento salarial, entre outras reivindicações.

A usina hidrelétrica Santo Antônio (3.150 MW) está sendo construída pelo consórcio Santo Antônio Energia, formado por Furnas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e pelo FIP Amazônia Energia. A estimativa era de que a usina entrasse em operação ainda no início deste ano.

Já a usina Jirau (3.750 MW) é de responsabilidade da Energia Sustentável do Brasil, da qual fazem parte a GDF Suez, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf. A previsão é de que a usina comece a operar no final de 2012.

(Reportagem de Anna Flávia Rochas)

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