Skinhead é preso por morte de punk

O skinhead Guilherme Lozano Oliveira, de 20 anos, teve a prisão temporária pedida ontem pela Justiça depois de ser apontado pela Polícia Civil como o responsável pelas facadas que mataram o punk Johni Raoni Falcão Galanciak, no último sábado, na frente do Carioca Club, em Pinheiros, na zona oeste da capital, pouco antes do show da banda britânica Cock Sparrer. Oliveira diz que estava no local, mas negou que tenha matado Galanciak, seu "ex-amigo".

AE, Agência Estado

10 de setembro de 2011 | 08h54

A polícia chegou até o skinhead de orientação neonazista, apelidado Guilherme 13 pelos colegas, após ouvir cerca de 20 pessoas que estavam no local da briga do último sábado. "Ele é um ex-punk que agora integrava um grupo neonazista. Já foi detido em outra oportunidade e consta dos cadastros da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi)", afirmou a delegada responsável pelo inquérito, Margarette Barreto.

No início do ano, ele se envolveu em uma briga com outros jovens em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo.

Oliveira traz na pele as contradições por ser agora um skinhead de orientação neonazista com passado punk. Ele tem tatuagens alusivas aos dois grupos, bem como um fuzil AK-47 desenhado na testa. "Ele admite que já participou de grupos que cultuam o nazismo", disse a delegada.

Outra contradição está no fato de já ter sido bastante próximo de Galanciak. "Ele fala que foi amigo da vítima, mas que estavam afastados porque um continuava a ser punk e o outro tinha procurado um novo grupo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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