Só 3% das multas ambientais foram pagas no MS, diz Ibama

São 440 autos de infração que resultaram em quase R$ 174 milhões, dos quais R$ 3,4 milhões foram pagos

João Naves de Oliveira, de O Estado de S. Paulo,

17 Dezembro 2008 | 15h09

Apenas 3% do total das multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante este ano foram pagas até esta quarta-feira, 17, no Mato Grosso do Sul. São 440 autos de infração que resultaram em quase R$ 174 milhões, dos quais R$ 3,4 milhões foram pagos pelas empresas multadas, entre elas siderúrgicas, madeireiras, carvoarias e postos de gasolina, segundo informações da Coordenação Geral de Fiscalização do órgão no Estado. O desmatamento ilegal e a produção de carvão vegetal com madeira de árvores nativas lideram a lista de crimes ambientais identificados pelo Ibama. A destruição de matas em local de preservação permanente foi constatada inclusive dentro do Pantanal. Em Corumbá, na região pantaneira, a Siderúrgica MMX foi multada em cerca de R$ 23 milhões por consumir carvão vegetal de madeira nativa. Em 2007, a empresa já havia sido punida com R$ 1 milhão devido ao mesmo tipo de infração. O mau exemplo foi seguido pela Vetorial Siderúrgica Ltda., situada no município de Ribas do Rio Pardo, a 100 quilômetros de Campo Grande, leste do Estado. Neste ano, a indústria recebeu R$ 22 milhões de multa e no ano passado, R$ 20 milhões. As duas empresas ainda não pagaram as infrações, porque entraram com recurso na Justiça e aguardam a decisão.

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