'SÓ DE VER SORVETE ELE JÁ FICA MAL'

Alérgico desde bebê, garoto testa tratamento

O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2012 | 02h02

Gabriel de Rezende Marques, de 9 anos, apresentou uma severa alergia ao leite já em seu primeiro contato com o alimento.

Ele tinha 6 meses de idade quando foi apresentado ao leite em pó e imediatamente foi parar na emergência de um hospital com falta de ar e urticária. Sua mãe, a balconista Marcia Teixeira de Rezende, de 42 anos, conta que a vida de toda a família mudou por causa dessa alergia.

"A gente deixa de ir a restaurantes, lanchonetes, sorveterias. Ficamos em casa para ele não ficar exposto. Só de ver sorvete ele fica mal, por isso a gente não compra. Quando vou à casa de familiares, eles guardam tudo o que tem leite para não ter perigo e também para ele não ficar com vontade", conta a mãe.

Na escola, Marcia sempre orientou as merendeiras sobre a alergia. Para fazer trabalhos em grupo, a reunião é sempre na casa dela, pois ela tem medo de o filho comer algo que possa fazer mal na casa dos colegas.

Mas, há um ano, Marcia descobriu a possibilidade de tratar a alergia de Gabriel. Desde então, mãe e filho viajam semanalmente de São José do Rio Preto, onde moram, para o HC de São Paulo. Ela conta que, no início, o tratamento envolvia a administração do leite diluído de hora em hora. Depois, o intervalo foi aumentando progressivamente.

Hoje, Gabriel já tolera uma quantidade bem maior de leite e a esperança da mãe é que, em breve, não tenha mais que esconder os derivados de leite do filho e que ele possa ter uma vida mais parecida com a de seus colegas. / M.L.

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