Só fui no cartório assinar os papéis

Para funcionária pública, divórcio inesperado foi um choque, mas processo legal foi rápido

O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2012 | 02h02

Falar sobre o divórcio é o mesmo que "colocar o dedo na ferida". É assim que a funcionária pública Livia Lima, de 26 anos, relembra o momento em que o seu relacionamento de quase cinco anos chegou ao fim. "O pior de tudo é que foi um choque duplo: foi ele quem pediu o divórcio, após revelar para mim que havia me traído", relembra Livia, atualmente morando no Recife (PE).

O relacionamento do casal começou em 2005. "Nossos pais eram amigos de infância. Foi depois do reencontro deles que surgiu uma amizade entre nós e, logo depois, o amor", relembra.

Após quatro anos de namoro e mais de um ano de casamento, enfrentando a contrariedade de amigos e de familiares - críticos da falta de perspectivas do parceiro de Livia -, o relacionamento chegou ao fim. "Ele era uma pessoa que não queria nada com a vida. Mas mulher apaixonada, sabe como é que é, né?"

Foi no começo de 2011 que surgiu a proposta do divórcio. "O tio dele era advogado e arrumou toda a papelada. Só fui lá no cartório assinar os papéis e em seguida já éramos divorciados." Segundo ela, em uma semana tudo já estava formalizado. "O custo da separação quem pagou foi ele. Só sei que foi um pouco maior que os R$ 100 que a gente pagou no cartório para casar."

Mas depois do sofrimento veio a superação. "A separação foi difícil. Entrei em depressão, tomei remédio controlado. Mas depois vi que não valia a pena ficar nisso. Dei um tempo e voltei a namorar", diz Livia, já num outro tom e há 8 meses com um novo namorado. "Quero é ser feliz. Mas se achar que a pessoa com quem vier a casar não é a pessoa certa, posso sim voltar a pensar em me divorciar", conclui. / DAVI LIRA

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