Sob protesto, reitora deve assumir posto hoje na PUC-SP

Fundação São Paulo afirma, porém, que não deve ocorrer cerimônia de posse; professores e alunos estão em greve

CRISTIANE NASCIMENTO, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h50

A professora Anna Cintra deve assumir hoje a reitoria da PUC-SP, mesmo sob protestos de alunos, funcionários e professores e uma decisão do Conselho Universitário (Consun) que suspendeu a validade da lista tríplice de indicados para a reitoria. Anna foi a menos votada pela comunidade acadêmica na eleição de agosto, mas foi escolhida para o cargo pelo grão-chanceler da universidade, o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer.

A Fundação São Paulo, que administra a PUC, informou no início da noite de ontem que a previsão de que Anna assuma o cargo hoje está mantida, mas não deve ocorrer cerimônia de posse.

Estudantes em greve acreditam que Anna Cintra poderá assumir o comando da universidade nos câmpus do Ipiranga, zona sul, ou da Marquês de Paranaguá, na região central. A paralisação é mais forte no câmpus de Perdizes, zona oeste.

Ontem à noite, os estudantes realizaram mais uma assembleia no câmpus de Perdizes, zona oeste. Alguns prometiam dormir na universidade.

Durante a tarde, não houve acordo em audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre a Fundação São Paulo e a Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc). As partes foram chamadas após a fundação ter cobrado na Justiça a declaração de ilegalidade da greve dos docentes e funcionários - eles cruzaram os braços em protesto contra a nomeação de Anna Cintra. O TRT indeferiu dois pedidos de liminar com o mesmo teor.

Segundo Beatriz Abramides, vice-presidente da Apropuc, a desembargadora Vilma Eleutério disse na audiência que, ao contrário do que defendem os advogados da Fundasp, a paralisação é legítima, uma vez que o direito de greve é previsto em lei e não houve interrupção de serviços essenciais. Um relator foi indicado para a análise do caso e as partes devem se reunir novamente apenas em fevereiro, após o recesso.

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